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Creatina e exercício: impactos na composição corporal de idosos
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Embora a expectativa de vida tenha aumentado consideravelmente, o envelhecimento traz consigo alterações fisiológicas e corporais que limitam o indivíduo e afetam sua qualidade de vida.

Dentre essas modificações, destacam-se perdas na massa magra, aumento da adiposidade, redução da força e da potência muscular e queda entre 20% a 30% da água corporal total. Além dos programas de treinamento resistido, que atenuam ou retardam a perda da força muscular e aumentam a capacidade de contração dos músculos, outros recursos como a suplementação com creatina têm sido usados em benefício do fortalecimento muscular e da remodelação óssea. Nesse sentido, Silva et al. (2018) realizaram uma revisão sistemática de estudos que associavam a suplementação com creatina a exercícios resistidos e sua influência na composição corporal de idosos acima de 60 anos de idade.

Para isso, critérios de elegibilidade foram estabelecidos a fim de selecionar artigos para o presente estudo. A partir da análise de bases de dados eletrônicas, foram selecionados nove artigos para a análise final e extração de dados. De acordo com os resultados, o protocolo de suplementação mais utilizado pelos estudos (44,4%) consistiu em uma dose diária de 0,3g de creatina/kg de peso corporal durante os cinco primeiros dias e, após isso, uma dose de 0,07g de creatina/kg de peso corporal durante o restante do período. Os estudos não reportaram efeitos colaterais ou excreção de formaldeído na urina; além disso, exames bioquímicos não apontaram para alterações em parâmetros como ureia, creatinina, alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase e creatina-quinase.

Entre os estudos selecionados, sete apresentaram conclusões positivas acerca da combinação de exercícios resistidos e suplementação de creatinina para a composição corporal de idosos. Em comparação aos demais indivíduos, aqueles tratados com o suplemento e submetidos ao exercício tiveram aumento de massa magra e de massa muscular, bem como aumento da densidade óssea mineral. O estudo apontou que a creatina, por si só, já foi capaz de melhorar a composição corporal em idosos, porém, quando o exercício é incluso, tais efeitos tornam-se potencializados. Os autores especulam que a creatina seja capaz de gerar hipertrofia muscular, que esta seja capaz de agir em função do treino muscular de forma indireta ou apresentar efeito sobre a hidratação das células e síntese de proteínas.

Portanto, pode-se concluir que a maioria dos estudos apresentou modificação positiva na composição corporal dos idosos, quando estes foram submetidos à suplementação com creatina e treinamento resistido.

Referência

SILVA, K.A. et al. Suplementação de creatina e treinamento de força em idosos: uma revisão sistemática. Caderno de Educação Física e Esporte, v. 16, n. 1, p. 247-57, 2018.

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