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Como se prevenir do estresse crônico no mundo moderno

 

O levantamento realizado pela International Stress Management Association (ISMA) apontou que, em 2010, o Brasil foi considerado o segundo país com maior prevalência de estresse na população, sobretudo, no ambiente de trabalho, que chega a atingir 69% dos profissionais.

O ritmo e as demandas da vida atualmente impõem desafios e exigências físicas e psicológicas a serem sustentados. A condição de estresse é caracterizada pela reação à tensão física e mental, pela qual se ativam circuitos neuroendócrinos interconectados. Essa resposta permite que o corpo lide com o restabelecimento do equilíbrio homeostático.

Estudos demonstram que o estresse crônico está relacionado a alterações macroscópicas em determinadas áreas do cérebro, promovendo variações de volume e modificações físicas das redes neuronais. Essa condição pode afetar determinadas regiões cerebrais envolvidas no desenvolvimento de transtornos de ansiedade e distúrbios de sono. Alterações na plasticidade neuronal são semelhantes às modificações morfológicas em cérebros de pessoas com depressão, sugerindo que a base dos transtornos depressivos também pode ser associada ao estresse crônico.

Essa condição de estresse é diretamente relacionada aos distúrbios de sono, uma vez que o ciclo circadiano organiza os ritmos fisiológicos e comportamentais do organismo. Dessa forma, a privação de sono e a desregulação do ciclo circadiano atuam como agentes estressores que prejudicam as funções cerebrais.

Prevenção do estresse crônico

A prevenção do estresse crônico pode ser feita através de estratégias de mudanças no estilo de vida, como a adoção de exercícios físicos regulares, dando ênfase à prática de ioga e de meditação; equilíbrio da alimentação; complementação nutricional com suplementos inovadores do mercado que auxiliem na regulação dos níveis de estresse a fim de minimizar as alterações do sistema nervoso central, como, por exemplo, frações proteicas de caseína e aminoácidos essenciais como triptofano; e, por fim, modulação emocional com atividades que geram prazer e conforto.

A prática de exercícios físicos é capaz de modular a liberação de neurotransmissores e hormônios responsáveis pela geração de bem-estar, como as endorfinas.

 

Referências

 

PEREIRA, L.Z. et al. O estresse no trabalho uma análise teórica de seus conceitos e suas inter-relações. Gestão e Sociedade, v. 4, n. 7, p. 414-34, jan. 2010.

CORTEZ, C.M. et al. Implicações do estresse sobre a saúde e a doença mental. Arquivos Catarinenses de Medicina, v. 36, n. 4, p. 96-108. 2007.

MCEWEN, B.S. et al. Sleep deprivation and circadian disruption: stress, allostasis, and allostatic load. Sleep Medicine Clinics, v. 10, n. 1, p. 1-10. 2015.

KIM, J.H. et al. Efficacy of α s1-casein hydrolysate on stress-related symptoms in women. European Journal of Clinical Nutrition, v. 61, n. 4, p. 536-41, abr. 2007.

MARIOTTI, A. The effects of chronic stress on health: new insights into the molecular mechanisms of brain–body communication. Future Sci., v. 1, n. 3, 2015.

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