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Os aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) têm sido amplamente utilizados na prática clínica e no meio esportivo em razão de seu papel no fornecimento rápido de energia e na prevenção da fadiga muscular em exercícios de baixo a moderado impacto.

Os BCAA englobam os aminoácidos valina, leucina e isoleucina, que não são catabolizados no fígado e são responsáveis por 50% dos aminoácidos essenciais presentes nos alimentos e 35% do total de aminoácidos essenciais presentes nas proteínas musculares. Além de serem precursores do ciclo de Krebs, estão envolvidos na produção de energia, são essenciais para a síntese de proteínas contráteis e estruturais, além de participarem da sinalização molecular da síntese proteica. Nesse sentido, a suplementação com BCAA tem sido indicada, sobretudo, para diminuir ou evitar o desgaste muscular induzido pelo exercício físico.

Em estudo prospectivo de Uojima et al. (2017), os autores avaliaram os efeitos da suplementação com BCAA sobre a força e a massa muscular de pacientes com cirrose hepática. Durante 24 semanas de tratamento, os pacientes (n=82) receberam, duas vezes ao dia, a suplementação oral em pó de BCAA. OS resultados mostraram que 72% dos indivíduos apresentaram melhora em relação ao teste do aperto de mão após a suplementação com BCAA, o que indica melhora na força muscular dos pacientes com doença hepática crônica. Outro estudo de revisão analisou os efeitos da suplementação com BCAA no perioperatório de hepatopatas submetidos a um transplante de fígado. Allebrandt et al. (2014) observaram que pacientes tratados com BCAA apresentaram menor incidência de internação e permanência hospitalares, além de reduzida ocorrência de efeitos adversos no pós-operatório e também de ascite. Por fim, o estudo mostrou que o BCAA melhorou o estado nutricional dos pacientes, reduzindo a incidência de desnutrição.

Em relação à prática esportiva, alguns trabalhos apontam que a suplementação com BCAA antes do treino é mais eficiente em evitar desgaste e danos musculares. Fouré e Bendahan (2017) analisaram os efeitos benéficos da suplementação com BCAA no que tange à prevenção da fadiga e dos danos musculares induzidos por exercícios. A revisão sistemática mostrou que: a ingestão de grandes quantidades (>200mg/kg/d) de BCAA, sobretudo, antes da lesão muscular por exercício, por longo período de tempo (>10 dias), 2 vezes ao dia, e em esforços baixos a moderados, pareceu aliviar os danos musculares sofridos. Já no estudo de Fedewa et al. (2019), os autores observaram que os indivíduos que ingeriram BCAA após o exercício apresentaram retardo na fadiga muscular; a revisão previamente realizada no mesmo estudo corroborou os resultados obtidos.

Portanto, a suplementação com BCAA pode ser aplicada tanto na prática clínica quanto na nutrição esportiva, sendo que, nessa última, resultados positivos têm sido vistos quanto à recuperação muscular e ao retardo da fadiga, sem evidências em relação ao aumento da performance no exercício.

Referências 

ALLEBRANDT, F.B. et al. Suplementação com aminoácidos de cadeia ramificada em candidatos a transplante de fígado. Rev Bras Nutr Clin, v. 29, n. 3, p. 256-61, 2014.

FEDEWA, M.V. et al. Effect of branched-chain amino acid supplementation on muscle soreness following exercise: a meta-analysis. International Journal for Vitamin and Nutrition Research, abr. 2019. 

FOURÉ, A.; BENDAHAN, D. Is branched-chain amino acids supplementation an efficient nutritional strategy to alleviate skeletal muscle damage? A systematic review. Nutrients, v. 9, n. 10, 2017.

UOJIMA, H. et al. Effect of branched-chain amino acid supplements on muscle strength and muscle mass in patients with liver cirrhosis. European Journal of Gastroenterology & Hepatology, v. 29, n. 12, p. 1402-7, dez. 2017.

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