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Efeitos da suplementação de creatina na composição corporal de idosos
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A prática de exercícios adquiriu nova dimensão à medida que aumentou a procura pela modelação corporal, além dos benefícios associados ao exercício, como melhora do perfil lipídico, diminuição da incidência de doenças crônicas e manutenção do peso corporal estarem mais difundidos.

A fim de melhorar a performance física, recursos ergogênicos, além de aumentar a resistência, também, interferem no desempenho do atleta/esportista. Entre os suplementos utilizados, a creatina é amplamente consumida entre praticantes de musculação e atletas profissionais. A creatina é formada a partir dos aminoácidos arginina, metionina e glicina e sua concentração é mais comum em alimentos de origem animal. Após sintetizada, é absorvida no lúmen intestinal e armazenada sob a forma de fosfocreatina, sendo utilizada pelo cérebro, pelo coração, pelos testículos e pelo sistema musculoesquelético. Ao penetrar no músculo, a creatina reestabelece a síntese de ATP por meio do sistema creatinofosfoquinase, aumentando sua concentração durante o trabalho muscular, além de atuar como um tamponante, equilibrando o pH do músculo.

Além de contribuir para a melhora da performance de atletas, a literatura enfatiza que a suplementação com creatina pode promover maior qualidade de vida aos idosos. Em estudo de revisão, Silva et al. (2018) avaliaram os efeitos da suplementação com creatina e treinamento resistido na composição corporal de idosos com mais de 60 anos de idade. De acordo com os achados, a suplementação utilizada pela maioria dos estudos (44,4%) consistiu em 0,3g de creatina/kg de peso corporal, nos cinco primeiros dias, seguida por 0,07g de creatina/kg de peso corporal no tempo restante. Os autores também observaram que o treinamento resistido associado à suplementação impactou positivamente na composição corporal dos idosos, à medida que aumentou a massa magra, a massa muscular e a densidade mineral óssea em comparação a outros grupos avaliados.

Em trabalho de Santos (2017), que analisou os efeitos da suplementação com creatina na saúde de idosos, o autor aponta que a perda de 40% a 50% da massa muscular, entre 25 e 80 anos, é uma das possíveis causas da diminuição da força de contração muscular; estima-se, ainda, que, a cada década, essa perda muscular seja de 8% até os 70 anos, aumentando para 15% a partir dessa idade. Além de alterações fisiológicas, os idosos também podem sofrer com aumento na incidência de quedas, com perda do equilíbrio corporal e com redução da mobilidade. Além da melhora em parâmetros de composição corporal, Santos observou que a suplementação com creatina melhorou o IMC dos idosos, bem como a funcionalidade das tarefas diárias.

Quando associada à prática de exercícios, a suplementação com creatina, portanto, pode trazer benefícios relacionados ao aumento da massa magra e muscular, na melhora da densidade óssea, além de ajudar a aumentar a resistência muscular, propiciando mais qualidade de vida aos idosos.

 

Referências

BARROS, A.P.P; XAVIER, F.B. Suplementação de creatina para o treinamento de força. Revista UNINGÁ, v. 56, n. 1, p. 91-7, 2019.

SANTOS, M.V.A. Efeitos da suplementação de creatina em idosos. 2017. 29fls. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Nutrição) – Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2017.

SILVA, K.A. et al. Suplementação de creatina e treinamento de força em idosos: uma revisão sistemática. Caderno de Educação Física e Esporte, v. 16, n. 1, p. 247-57, 2018.

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